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    2/17/2006

    Orquidia

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    1/7/2006

    Mulher

     
     
       

     


    Fez-se latão, o que parecia cobre
    Fez-se pobre, o meu galardão
    Fez-se medíocre, o que parecia nobre
    Fez-se podre, o que parecia são.

    Fez-se fétido, o que rescendia à incenso
    Fez-se amargo, o que parecia mel
    Fez-se triste, o amor que parecia imenso
    Fez-se inferno, o que parecia céu.

    Fez-se de barro, os pés do ídolo amado
    Fez-se borrão, em território imaculado
    Fez-se profano, o altar de tantos cultos
    Fez-se heresia, o que lograra ser santificado.

    E assim, máscaras caídas, sorrisos desfeitos
    Colocando à mostra, fealdades e defeitos
    Mazelas, covardias, omissões, falsos conceitos...

    Sepultados estão todos os sonhos e direitos
    Secionado está finalmente o tumor 
    Que me corroia aos poucos...em nome do amor!

    Fátima Irene Pinto




    *Laur@´s Poesias

    10/24/2005

    Os sons da floresta

    No século III d.C., o rei Ts'ao mandou seu filho, o principe T'ai ir estudar no templo com o grande mestre Pan Ku. O objetivo era preparar o principe, que iria suceder ao pai no trono, para ser um grande administrador. Quando o principe chegou ao templo, o mestre Pan Ku logo o mandou, sozinho, à florsta de Ming Li. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de escrever os son da floresta. Passado oprazo, T'ai retornou e Pan Ku lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido ouvir."Mestre" disse o principe, "pude ouvir o canto dos cucos, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija- flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho dos vento cortando os céus". Quando T'ai terminou, o mestre mandou-o de volta à floresta para ouvir tudo o mais que fosse possivel. T'ai ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido cada som da floresta?. Por longos dias e noites o principe se sentou sozinho na floresta, ouvindo, ouvindo. Mas não consegui distinguir nada de novo além daqueles sons já mencionados ao mestre Pan Ku. Então, certa manhã, sentado entres as árvores da floresta, começou a discernir sons vagos, diferentes de tudo que ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais claro os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. " Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse", pensou. Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo e ouvindo pacientemente. Queria er a certeza de que estava no caminho certo.Quando T'ai retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais ele tinha conseguido ouvir. "Mestre", respondeu reverentemente o príncipe, " quando prestei mais atenção, pude ouvir o inaudível - o som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da manhã". O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação. " Ouvir o inaudível é ter a disciplina necessária para se tornar um grande administrador", observou Pan Ku. "Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados um administrador pode inspirar confiança a seu povo, entender às reais necessidades dos cidadãos. A morte de um país começa quando os líderes ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem mergulhar a fundo na alma das pessoas para ouvir seus sentimentos, desejos e opiniões reais".
    10/11/2005

    MKI-/I/E/S/A - Reencontro

    Em primeiro lugar gostaria de expressar minha alegria ao ver cada um de vocês.Fomos ao longo dos anos companheiras (os) de jornadas. Ao longo  desse tempo, rimos e choramos, reclamamos, perdemos a paciência, abusamos, brincamos, rimos, nos dedicamos, amamos e sofremos.

    Fomos vaidosos e fomos humildes, fomos críticos e criticados, fomos às vezes maldosos, mas acima de tudo fomos cientes de nossas responsabilidades, da nossa dedicação e principalmente, ciente do amor por tudo aquilo  que fazíamos. Ao longo desses anos foram reunidas criaturas diferentes entre si para que pudessem aprender. Aprender a olhar o companheiro do lado, aqueles que passavam apressados por nós, muitas das vezes com problemas que nem imaginávamos, aqueles que achávamos antipáticos, chatos, aqueles que riam com vontade de chorar. Aqueles para quem cometemos algumas injustiças e que provavelmente, não deu tempo de pedirmos desculpas e se deu não fomos tão convincentes ou não o fizemos.

    Caminhamos ao longo desta jornada também, buscando sermos compreensivos, ter sempre alegria e esperança, buscamos sempre o ser justo, o que nunca se consegue, mas buscamos. Procuramos obedecer e desobedecer tb (não espalhem isto é só entre nós).Fomos românticos. Esse romantismo ainda permanece através da saudade. Saudade dos que não vemos mais, daqueles que de repente vemos e toda a lembrança aflora, saudades daqueles que já se foram. Quantos deles! Uma saudade ainda pior! Pena que não tínhamos a menor noção de toda esta grandeza. Talvez não tenhamos tido tempo, ou não sabíamos como fazer ou reconhecer o quão importantes foram às pessoas que passaram pelo nosso caminho.Mas acima de tudo devemos agradecer a DEUS por todo o aprendizado que passamos e principalmente, nos ter dado a oportunidade, ainda, da alegria do reencontro e poder abraçar cada um de vocês, neste sábado tão gostoso.

     

     

    Um abraço bastante apertado.

     

    marta